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A Ilha Kangaroo abriga uma subespécie distinta do equidna-de-bico-curto, Tachyglossus aculeatus multiaculeatus, que pode ser vista farejando pela vegetação rasteira da ilha. Tachyglossus aculeatus significa “língua rápida” e “espinhoso”, enquantomultiaculeatus se refere às múltiplas espinhas da subespécie. Os equidnas da Ilha Kangaroo têm mais espinhos, que são mais longos, mais finos e mais claros em comparação com as espécies do continente. De acordo com a Dra. Peggy Rismiller, especialista em equidnas residente na Ilha Kangaroo, os equidnas podem variar na cor, sendo identificados como loiros, morenos ou ruivos!
No século XIX, o equidna contribuiu para uma descoberta científica notável; foi o primeiro mamífero registrado a pôr ovos, passando a ser conhecido como monotremado. O equidna é considerado um sobrevivente discreto, pois pesquisas mostram* que é um dos nossos mamíferos mais antigos. Acredita-se que seus ancestrais tenham vagado pela Terra ao lado dos dinossauros no Período Paleógeno. Para que essa pequena criatura tenha sobrevivido milhões de anos em meio a mudanças ambientais tão dramáticas, ela deve possuir algumas características físicas e comportamentais especiais.
O equidna-de-bico-curto usa o focinho para desenterrar cupins, formigas e minhocas, capturando os invertebrados com sua língua rápida e pegajosa. Como não tem dentes, ele tritura os alimentos contra o céu da boca até transformá-los em uma pasta que pode engolir. O equidna não gosta do calor, pois não tem a capacidade de transpirar e é mais comumente visto ao amanhecer e ao anoitecer. Durante o inverno, ele entra em hibernação e, com alta tolerância ao dióxido de carbono e baixos níveis de oxigênio, o equidna pode passar muito tempo debaixo da terra. Na verdade, eles são considerados os mamíferos que menos consomem energia no mundo.
À medida que a temperatura sobe na primavera, os equidnas saem para acasalar e dão início a um processo que continua a encantar os observadores da vida selvagem. As fêmeas de equidna põem apenas um ovo por ano, e o período de acasalamento é o único momento em que esses animais, que de resto são solitários, se esforçam para se encontrar. A fêmea libera um feromônio que atrai os machos da região. Até dez machos então se alinham atrás dela e seguem seus passos. Essa caminhada pode durar até dez horas por dia, ao longo de vários dias, e é conhecida como a “trilha do acasalamento” ou “o trem do amor”.